segunda-feira, 19 de outubro de 2015

A cidade vertical








A cidade vertical


Edifícios de até 4 quilômetros de altura onde podem viver e trabalhar até 1 milhão de pessoas — sonhando com projetos assim os japoneses se preparam para enfrentar o problema da superlotação.



Ainda não existe uma palavra para descrever as construções que algumas empresas começam a desenhar para o futuro. Que nome dar a um prédio com apartamentos para centenas de milhares de pessoas? E que ainda tem espaços para centrais elétricas, fazendas, hospitais e escolas, parques, estádios, piscinas, escritórios e lojas? São megaedifícios, ou cidades verticais, cujos “bairros”, ou blocos, são interligados por quilométricos corredores de aço e vidro. Nessas colmeias humanas, uma pessoa pode passar a vida inteira, sem nunca mudar de endereço. Mas, se quiser sair, em vez do metrô pode tomar um silencioso dirigível e descer direto para a cidade – isto é, a cidade convencional, no nível do solo, 2 ou 3 quilômetros abaixo.
Um delírio arquitetônico como este só podia mesmo nascer na cabeça dos japoneses. O Japão é tão pequeno que cada pessoa tem apenas 3 metros quadrados para viver. São 125 milhões de habitantes espremidos em apenas 380000 quilômetros quadrados – área 36% menor que o estado de Minas Gerais. A situação nas cidades é ainda mais apertada porque elas concentram 77% da população total do país. Assim, mesmo que jamais se tornem realidade, esses mirabolantes voos de imaginação têm o seu lado útil: podem servir de modelo para projetos menos grandiosos, porém mais viáveis. Por exemplo, para edifícios com 300 metros de altura.

Tão alta... E nunca para de crescer


Ela tem mais de 2 000 metros de altura e pode ganhar, quase de um dia para o outro, mais 100 ou 200 andares. Chegaram novos moradores? Nenhuma dificuldade. Basta acrescentar os blocos necessários na estrutura existente. Exatamente como as cidades crescem com o aumento da população. A construção por módulos também pode ser útil como proteção contra incêndios.
No projeto do edifício Try 2004, os blocos são encaixados em formas de pirâmide. A distância entre eles impede que o fogo se espalhe por toda a torre. Isso dá tempo para que chegue socorro das unidades vizinhas – seja pelas passarelas existentes nos tubos horizontais, seja por helicóptero.
No Try 2004 poderiam morar até 1 milhão de pessoas em 240000 apartamentos. Além do setor residencial, haveria uma área equivalente a 2 400 quarteirões reservada a escritórios. O custo da obra chegaria aos 760 bilhões de dólares.


Gráfico comparativo dos arranha-céus

 Gráfico comparativo dos arranha-céus
Gráfico comparativo dos arranha-céus


Montanha de aço flutuante


Ao imaginar prédios de altura recorde, os engenheiros japoneses recorreram a muita criatividade. Por exemplo: como fazer fundações que aguentem os milhões de toneladas de peso das enormes estruturas?
Pelo sistema convencional de construção, a solução seria “plantar” as fundações a muitos quilômetros de profundidade no solo. Mas no X-Seed 4000, por exemplo, a saída foi transferir o projeto da terra firme para a água e transformar a montanha de aço numa ilha flutuante.
O prédio seria então instalado sobre imensas “caixas” que funcionariam como boias. Dispostas uma ao lado da outra, abaixo da superfície do mar, elas constituiriam o alicerce do gigantesco X-Seed 4000. O superedifício mede 4 quilômetros de altura e tem 6,5 quilômetros de diâmetro na base. Pode servir de moradia para nada menos que 700 000 pessoas – quase toda a população de Fortaleza, no Ceará – e levaria nada menos que trinta anos para ficar pronto.


Jardins suspensos do futuro


O X-Seed tem 4 000 metros de altura e capacidade para 700 000 pessoas. Cada pilar das bordas do edifício contém uma cidade completa, com casas, jardins e escolas. Os apartamentos chegam a até 2 000 metros de altura. Acima disso, ficam uma central elétrica e várias estações panorâmicas. Os pilares internos são reservados às áreas comerciais.


O “voo” do elevador precisa ter escalas


O Aerópolis tem 2 000 metros de altura, apartamentos para 140 000 pessoas e escritórios para outras 300 000. O projeto prevê elevadores movidos a propulsão magnética. Tão rápidos que teriam de levar em conta a pressão do ar, que diminui conforme a altitude.
Para evitar mudanças bruscas de pressão – e o mal-estar dos passageiros – as cabines deverão fazer paradas a cada 160 metros.


Balança, balança, mas não cai


Um dos desafios que os engenheiros japoneses enfrentaram nos novos projetos foram os terremotos, muito comuns no Japão. A preocupação era manter inteiras estruturas de centenas ou milhares de metros de altura num país em que o chão pode tremer a qualquer momento. O DIB 200, com 800 metros de altura, por exemplo, tem a sua maneira de resistir aos abalos. É o próprio “balança-mas-não-cai”, no bom sentido. Foi projetado para se “mexer” de acordo com os movimentos do solo e, desse modo, continuar em pé.
O sistema antissísmico é controlado por programas de computador. Os 200 andares do prédio são ocupados por 320 apartamentos residenciais, 800000 metros quadrados de escritórios, mais um hotel com 2 500 quartos e três heliportos.


Dançando conforme o terremoto


O DIB (sigla em inglês para Edifício Dinâmico Inteligente) tem 200 andares ao longo de 800 metros de altura.
Dotado de um revolucionário sistema antissísmico, o prédio é composto de doze módulos que, em caso de abalo, mudam ligeiramente de posição. É o mesmo princípio empregado pelo passageiro de ônibus, que mantém o equilíbrio com o balanço do corpo.
Esses movimentos são articulados por enormes vigas que interligam as partes do prédio.
Depois de muita imaginação, vamos a realidade, hoje o Burj Khalifa Bin Zayid, em Dubai (Emirados Árabes) é atualmente a mais alta estrutura feita pelo homem no mundo até o ano de 2015.

Burj Khalifa Bin Zayid, em Dubai (Emirados Árabes): 828 metros e 192 andares (Mais alto do Mundo - 2015)

  Burj Khalifa Bin Zayid, em Dubai (Emirados Árabes): 828 metros e 192 andares (Mais alto do Mundo - 2015)
Megaedifícios abrigam milhares de pessoas e se constituem em alternativas para enfrentar o problema da superlotação.

Burj Khalifa Bin Zayid, - É um arranha-céu em Dubai, Emirados Árabes Unidos, e é atualmente a mais alta estrutura feita pelo homem no mundo, com 829,84 m (2723 pés) a construção começou em 21 de setembro de 2004, e inaugurado oficialmente em 04 de janeiro de 2010. É tão alto que tem um elevador que chega a 64km/h, o mais rápido do mundo. Nesses 163 andares, tudo é motivo para recorde, a casa noturna mais alta do mundo, mesquita mais alta do mundo, restaurante, observatório, etc.








Dicas de Gramática


Dica 1 – Uso de “A” ou “HÁ”.
  • O HÁ indica tempo que já passou, como no exemplo: “Eu parei de fumar há algum tempo”.
  • O A indica o tempo que ainda vai passar, como no exemplo: “Daqui a alguns anos, eu morrerei”.

Dica 2 – Uso de “A CERCA DE”“HÁ CERCA DE” ou “ACERCA DE”
  • A CERCA DE indica distância, como na frase “Trabalho a cerca de 10 quilômetros da minha casa”;
  • HÁ CERCA DE indica tempo aproximado, como no exemplo “Te conheço há cerca de 20 anos”
  • ACERCA DE é o mesmo que A RESPEITO DE, como no exemplo “Na reunião falamos acerca de seu desempenho”.




Glossário


Diâmetro: num conjunto de pontos, o supremo das distâncias entre dois pontos (Matemática); em uma circunferência, é qualquer corda que passa pelo centro (Geometria).
Abalo: ato ou efeito de abalar; tremor, oscilação; perturbação, desordem; choque, comoção.
Viga: peça de estrutura de um edifício destinada à sustentação dos outros elementos da construção.

















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