domingo, 21 de fevereiro de 2016

A escultura, depois de Alexander Calder







A escultura, depois de Alexander Calder


Há muito tempo, vários artistas vêm inovando nos materiais utilizados na criação de estruturas artísticas, por exemplo, pintores abandonaram os pincéis, o cavalete e fizeram da pintura uma extensão do próprio corpo; como Jackson Pollock, que passou a expressar o movimento em suas pinturas, como se as linhas “pintadas” dançassem, corressem ou deslizassem sobre o suporte criando um espaço pictórico dotado de vida e pulsação.
Outros artistas passaram a utilizar materiais que são considerados resíduos ou lixo para criarem obras que, além de sua estética, realizam apelos para determinados temas sociais, políticos ou religiosos.
Os escultores também abandonaram os materiais convencionais como mármore, bronze, rochas, argila e gesso para adotarem outros materiais em suas criações, inovando cada vez mais, abandonando padrões tradicionais e acadêmicos, oportunizando, assim, novos olhares sobre suas obras.
Como expoente da escultura do século XX, pode-se destacar Alexander Calder. Escultor norte-americano conhecido internacionalmente, soube como poucos utilizar o movimento e a cor, como elementos centrais da sua obra.
A escultura, antes de Calder, configurava-se em estruturas estáticas, que poderiam sugerir movimento apenas por meio de recursos plásticos, como ocorre nas obras que se pode observar abaixo.

RODIN, Auguste. O Pensador. 1903. Escultura em bronze


 RODIN, Auguste. O Pensador. 1903. Escultura em bronze
RODIN, Auguste. O Pensador. 1903. Escultura em bronze, 180 cm x 98 cm x 145 cm. Museu Rodin, Paris (FR)



Discóbolo. Escultura em mármore, (cópia de uma escultura original romana em bronze do século V a.C. atribuída ao escultor Myron).


 Discóbolo. Escultura em mármore, (cópia de uma escultura original romana em bronze do século V a.C. atribuída ao escultor Myron).
Discóbolo. Escultura em mármore, (cópia de uma escultura original romana em bronze do século V a.C. atribuída ao escultor Myron). The British Museum, Londres (UK).


Alexander Calder, com seus móbiles, tornou-se um pioneiro na escultura cinética.


CALDER, Alexander. Pavão. 1941. Metal pintado e alumínio não pintado com vinte elementos Móbile


 CALDER, Alexander. Pavão. 1941. Metal pintado e alumínio não pintado com vinte elementos Móbile
CALDER, Alexander. Pavão. 1941. Metal pintado e alumínio não pintado com vinte elementos Móbile, 125,7 cm x 93,3 cm. Coleção Particular.


Calder, além dos móbiles, também criou estruturas chamadas de Stabiles, que são esculturas feitas de chapas de metal aparafusadas e, diferente dos móbiles, são estáticas.

 CALDER, Alexander. Pavão. 1941. Metal pintado e alumínio não pintado com vinte elementos Móbile


CALDER, Alexander. Quatro pétalas brancas. 1947. Stabile-móbile, metal pintado


CALDER, Alexander. Quatro pétalas brancas. 1947. Stabile-móbile, metal pintado
CALDER, Alexander. Quatro pétalas brancas. 1947. Stabile-móbile, metal pintado, 41,9 cm x 24 cm x 36,8 cm. Coleção Particular.



CALDER, Alexander. Domador de leões. 1926-1930. Arame, madeira, metal, tecido, couro, cordel e metal pintado


 CALDER, Alexander. Domador de leões. 1926-1930. Arame, madeira, metal, tecido, couro, cordel e metal pintado
CALDER, Alexander. Domador de leões. 1926-1930. Arame, madeira, metal, tecido, couro, cordel e metal pintado, 49,5 cm x 16,8 cm x 25,7 cm. Whitney Museum of American Art, Nova York (US).





Linhas, formas e cores


Vários artistas, desde o início do século XX, inovam não somente nos materiais, mas nas cores, nas formas e em novas maneiras de representar a realidade, seus pensamentos ou suas emoções.

Kandinsky, Wassily. Composição VIII. 1923.


 Kandinsky, Wassily. Composição VIII. 1923.
Kandinsky, Wassily. Composição VIII. 1923. Óleo sobre tela, 140 cm x 201 cm. Solomon R. Guggenheim Museum, Nova York (US).



Kandinsky, Wassily. No azul. 1925.


 Kandinsky, Wassily. No azul. 1925.
Kandinsky, Wassily. No azul. 1925. Óleo sobre cartão, 80 cm x 110 cm. Kunstsammlung Nordrhein-Westfalen, Dusseldorf (DE)




“Na arte, a inspiração tem um toque de magia, porque é uma coisa absoluta, inexplicável. Não creio que venha de fora para dentro, de forças sobrenaturais. Suponho que emerge do mais profundo “eu” da pessoa, do inconsciente individual, coletivo e cósmico”.

Clarice Lispector




“A arte é uma mentira que nos permite ver a verdade”.

Pablo Picasso




“O pintor não é alguém inspirado, mas sim alguém capaz de inspirar os outros”.

Salvador Dalí






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sábado, 20 de fevereiro de 2016

A arte sem preocupação com a realidade






A arte sem preocupação com a realidade


Com o passar do tempo, a arte deixou de ser responsável por representar a realidade, ideias coletivas, reivindicações sociais ou políticas, ou seja, ela passou a representar as ideias, os pensamentos e as emoções de seu criador. Observe com atenção a obra abaixo:
Não tente compreender o que está representado; apenas procure sentir o que esta obra causa em você. Observe com calma os detalhes, as cores, as linhas, as formas que pode perceber. Sinta essas sensações, sem preocupação com o que é certo ou errado.

POLLOCK, Jackson. Número 1A. 1948.


 POLLOCK, Jackson. Número 1A. 1948.
POLLOCK, Jackson. Número 1A. 1948. Óleo e tinta esmalte sobre tela, 172,7 cm x 264,2 cm. The Museum of Modern Art, Nova York (USA).


Jackson Pollock (1912-1956) foi um pintor americano que, com seu trabalho, tornou-se referência ao movimento do Expressionismo abstrato. No auge de sua obra, utilizava uma técnica criada por Max Ernst, o dripping, gotejamento, técnica na qual ele respingava a tinta sobre telas imensas; os pingos que chegavam à superfície da tela escorriam formando traços harmoniosos.
Pollock não inovou apenas na técnica, mas também na forma de pintar. Abandonou o cavalete, colocou as telas no chão e também deixou de usar pincéis. Leia a afirmação do próprio artista sobre esta maneira diferente de pintar:


“No chão estou mais à vontade, sinto-me mais perto, sinto que faço mais parte do quadro, visto que deste modo posso andar por cima dele, trabalhar a partir dos quatro lados e estar literalmente ‘dentro’ do quadro.”


Jackson Pollock


Capa do filme Pollock.


 Capa do filme Pollock.
Capa do filme Pollock.




Expressionismo abstrato


O Expressionismo abstrato foi um movimento artístico do século XX que teve origem nos Estados Unidos da América, mas atingiu influência mundial. Este movimento combina a intensidade de emoções, representada pelo Expressionismo alemão, com a estética antifigurativa do Abstracionismo europeu.
Os pintores mais conhecidos deste movimento são: Jackson Pollock, Philip Guston, Willem de Kooning, Clyfford Still e Wassily Kandinsky. Esses pintores inovaram não somente na temática, como também na técnica e nos materiais utilizados em suas pinturas, que, além da técnica do dripping (gotejamento), utilizavam pesado emplasto feito de areia, vidro e cinza vulcânica.

Lichtenstein, Roy. Fio elétrico. 1961.


 Lichtenstein, Roy. Fio elétrico. 1961.
Lichtenstein, Roy. Fio elétrico. 1961. Óleo sobre tela, 71,1cm x 45,7cm. Coleção particular.



Lichtenstein, Roy. Explosão. 1965. Esmalte de porcelana em aço


Lichtenstein, Roy. Explosão. 1965. Esmalte de porcelana em aço
Lichtenstein, Roy. Explosão. 1965. Esmalte de porcelana em aço, 248,9 cm x 170,2 cm. Local de custódia não identificado.



Pintura rupestre na “Caverna das Mãos” em Santa Cruz na Patagônia (AR). Mão em negativo.


 Pintura rupestre na “Caverna das Mãos” em Santa Cruz na Patagônia (AR). Mão em negativo.
Pintura rupestre na “Caverna das Mãos” em Santa Cruz na Patagônia (AR). Mão em negativo.



Pintura rupestre da chamada “Caverna das mãos” em Santa Cruz, na Patagônia (AR).


Pintura rupestre da chamada “Caverna das mãos” em Santa Cruz, na Patagônia (AR).
Pintura rupestre da chamada “Caverna das mãos” em Santa Cruz, na Patagônia (AR).



Glossário


Abstrato: o que se considera existente no domínio das ideias e sem base material.
Emplasto: neste caso, tecido ou outro tipo de material em que se colocam as substâncias a serem aplicadas.







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sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

A arte e as novas tendências







A arte e as novas tendências


A arte adquiriu novas maneiras de representação, novas técnicas surgiram, novos materiais, novas temáticas. Mas isso só é possível quando compreendemos o desenrolar da História da Arte. Quando conhecemos o passado, podemos reinventar o presente e projetar novas perspectivas para o futuro.

Pintura rupestre na Caverna das Mãos em Santa Cruz na Patagônia (AR). Mão em negativo.


Pintura rupestre na Caverna das Mãos em Santa Cruz na Patagônia (AR). Mão em negativo.
Pintura rupestre na Caverna das Mãos em Santa Cruz na Patagônia (AR). Mão em negativo.



Anúbis, deus da morte. Séc. XV a.C. Pintura sobre pedra calcária. Deir el-Bahri, Tebas (EG).


 Anúbis, deus da morte. Séc. XV a.C. Pintura sobre pedra calcária. Deir el-Bahri, Tebas (EG).
Anúbis, deus da morte. Séc. XV a.C. Pintura sobre pedra calcária. Deir el-Bahri, Tebas (EG).



Vênus de Milo. c. 100 a.C. Escultura em mármore, 202 cm. Museu do Louvre, Paris (FR).


 Vênus de Milo. c. 100 a.C. Escultura em mármore, 202 cm. Museu do Louvre,  Paris (FR).
Vênus de Milo. c. 100 a.C. Escultura em mármore, 202 cm. Museu do Louvre, Paris (FR).



CIMABUE, Giovanni. A Virgem e o Menino entronado. c. 1280.


 CIMABUE, Giovanni. A Virgem e o Menino entronado. c. 1280.
CIMABUE, Giovanni. A Virgem e o Menino entronado. c. 1280. Têmpera sobre painel, 385 cm x 223 cm. Galeria Uffizi, Florença (IT).



FRAGONARD, Jean-Honoré. O balanço. 1767.


 FRAGONARD, Jean-Honoré. O balanço. 1767.
FRAGONARD, Jean-Honoré. O balanço. 1767. Óleo sobre tela, 81 cm x 64 cm. Wallace Colection, Londres (UK).



CÉZANNE, Paul. O monte Santa Vitória com pinheiro. c. 1882.


 CÉZANNE, Paul. O monte Santa Vitória com pinheiro. c. 1882.
CÉZANNE, Paul. O monte Santa Vitória com pinheiro. c. 1882. Óleo sobre tela, 67 cm x 92,5 cm. Galeria Courtauld, Londres (UK).



MALFATTI, Anita. A estudante. 1915-1916.


 MALFATTI, Anita. A estudante. 1915-1916.
MALFATTI, Anita. A estudante. 1915-1916. Óleo sobre tela, 76 cm x 61 cm. Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand, São Paulo (SP).



Esteira e cocar: exemplos de arte indígena brasileira na atualidade.


  Esteira e cocar: exemplos de arte indígena brasileira na atualidade.
Esteira e cocar: exemplos de arte indígena brasileira na atualidade.





O Novo e o moderno



Será que o que é criado atualmente pode ser chamado de novo, moderno ou contemporâneo? Pintura, escultura, gravura, mosaico, vitrais... ou desenho animado, fotografia, cinema, instalações, performance. Realmente, o mundo hoje está repleto de possibilidades, de materiais os mais diversos e fontes inesgotáveis de informação, o que facilita, e muito, o processo criativo, ampliando, assim, o campo da produção artística.
Porém, o passado estará sempre se reinventando, estará sempre presente, voltando de diferentes formas e sendo reconstruído com materiais diferentes.

MANET, Édouard. O tocador de pífaro. 1866.


MANET, Édouard. O tocador de pífaro. 1866.
MANET, Édouard. O tocador de pífaro. 1866. Óleo sobre tela, 160,5 cm x 97 cm. Musee d’Orsay, Paris (FR).



Fotografia de moda militarista inspirada no século XVIII.


 Fotografia de moda militarista inspirada no século XVIII.
Fotografia de moda militarista inspirada no século XVIII.






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quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Rompendo com os padrões preestabelecidos





Rompendo com os padrões preestabelecidos



Novos rumos, novas tendências



No final do século XIX e início do século XX, surge o movimento Modernista, um movimento de vanguarda que ditou o caminho para uma criação mais livre, rompendo com os padrões estabelecidos para a arte.
Como resultado surgiram vários movimentos artísticos, como por exemplo, o Fauvismo, o Expressionismo, o Cubismo, o Dadaísmo, o Surrealismo, o Futurismo, entre outros.
Observe as imagens a seguir. Ambas retratam a mesma cena: a primeira foi pintada por Diego Velázquez, pintor espanhol, que pintou quadros palacianos, verdadeiros documentos oficiais em uma época que não existia a fotografia. Na reprodução abaixo, o pintor retrata a infanta Margarida Teresa e suas aias, o tutor, a pajem, a anã e um cão. O rei e a rainha são retratados ao fundo como um reflexo no espelho. Velázquez se autorretrata pintando o quadro.
Agora, observe a segunda ima­gem. Picasso, em 1957, retrata a mesma cena, com um estilo diferente e único. As figuras, o lugar, a cena é a mesma, porém ele constrói a imagem de maneira diferente.

Velázquez, Diego. As meninas. 1656.


 Velázquez, Diego. As meninas. 1656.
Velázquez, Diego. As meninas. 1656. Óleo sobre tela, 318 cm x 276 cm. Museo del Prado, Madrid (ES).



PICASSO, Pablo. As meninas segundo Velázques. 1957.


 PICASSO, Pablo. As meninas segundo Velázques. 1957.
PICASSO, Pablo. As meninas segundo Velázques. 1957. Óleo sobre tela, 194 cm x 260 cm. Museo Picasso, Barcelona (ES).


Leitura da Obra


Diego Velázquez (1599-1660), artista espanhol, nascido em Sevilha, pintou cerca de cem quadros no estilo barroco. Pintor da família real e possuidor de um dom extraordinário em captar com naturalidade os detalhes em suas telas, não somente por seu trabalho artístico, mas também por sua fidelidade e coroa, foi consagrado cavaleiro da ordem de Santiago. 





  • Ilusão do espaço: a larga área do teto da sala ajuda a criar a ilusão de espaço.
  • Autorretrato do próprio Velázquez.
  • Infanta Margarida com cinco anos. Ela seria a futura imperatriz. é a figura central do quadro.
  • Aias da infanta Margarida.
  • O homem no fundo da sala, subindo as escadas, é José Nieto, responsável pelo governo da casa real no dia a dia. Ele aponta para o espelho para chamar a atenção do observador para o reflexo do casal real.
  • Uma freira e um padre simbolizando o poder da Igreja naquela que era considerada a nação católica mais devota da Europa.
  • Filipe IV e sua esposa estão refletidos no espelho, por este motivo, acredita-se que eles estavam presentes a posar, na posição de observadores.
  • À esquerda da obra, observe que há uma grande tela.




Rompendo com os padrões - Marcel Duchamp


Artista francês, Marcel Duchamp nasceu em Blainville, França, a 28 de julho de 1887, e morreu em Nova Iorque, EUA, em 2 de outubro de 1968.
Marcel Duchamp elaborou os ready-made, isto é, objetos encontrados já prontos, às vezes acrescentando detalhes, outras vezes atribuindo-lhes títulos arbitrários (sugestões ou irônicos).
Observe o que Duchamp, artista conceitual, criou:

Duchamp, Marcel. Roda de bicicleta (terceira versão). 1951. Roda de metal montada num banco de madeira pintado


 Duchamp, Marcel. Roda de bicicleta (terceira versão). 1951. Roda de metal montada num banco de madeira pintado
Duchamp, Marcel. Roda de bicicleta (terceira versão). 1951. Roda de metal montada num banco de madeira pintado, 129,5 cm x 63,5 cm x 41,9 cm. The Sidney and Harriet Janes Collection.




Rompendo com os padrões - Sonhos e loucuras


Salvador Dalí, em suas obras, representou sonhos. Rompeu com a realidade, criando imagens impossíveis, perturbadoras, que instigam o imaginário provocando as mais diversas sensações. Salvador Dalí é um representante do movimento Surrealista.
Salvador Dalí nasceu em Figueras, Espanha, em 1904. Além de pintura o artista fez filmes, escreveu, criou e desenhou roupas, frascos de perfume e anúncios de revista. Uma das maiores características de suas pinturas é o fato de elas se parecerem com fotografias.
Surrealismo é um movimento literário e artístico, lançado em 1924 pelo escritor francês André Breton (1896-1966), que se caracterizava pela expressão espontânea e automática do pensamento (ditada apenas pelo inconsciente) e, deliberadamente incoerente, proclamava a prevalência absoluta do sonho, do inconsciente, do instinto e do desejo, bem como a renovação de valores (morais, políticos, científicos e filosóficos).

DALÍ, Salvador. A persistência da memória. 1931.


 DALÍ, Salvador. A persistência da memória. 1931.
DALÍ, Salvador. A persistência da memória. 1931. Óleo sobre tela, 24,1 cm x 33 cm. The Museum of Modern Art, Nova Iorque (US).



Glossário


Aia: dama de companhia; mulher encarregada da educação de crianças da nobreza.
Pajem: pessoa que na Idade Média acompanhava um príncipe.
Tutor: aquele que ampara, protege, defende; guardião.
Conceitual: em que há conceito “dito engenhoso”, espirituoso.












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segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

A arte na Mídia







A mídia, na atualidade, também se utiliza da arte para denunciar as guerras. Observe, com atenção, a capa da revista Época de 15 de outubro de 2001. Nela foi aplicada uma releitura da obra O grito, de Edvard Munch, datada de 1893.
Edvard Munch, autor da obra O grito, é um dos principais representantes das artes plásticas do movimento Expressionismo.
O Expressionismo é uma estética moderna, que surgiu na Alemanha em 1904 e 1905. Por ter surgido no período entreguerras, refletiu a angústia e a instabilidade do momento. Os artistas desse movimento dedicavam-se em representar em suas obras a expressão dos sentimentos humanos. Tinha como característica o exagero das expressões, atribuíam importância para a utilização da linha e a dramaticidade das cores.

Capa da revista época com a releitura da obra O grito, intitulada “O mundo ficou perigoso”


 Capa da revista época com a releitura da obra O grito
Capa da revista época com a releitura da obra O grito, intitulada “O mundo ficou perigoso”, 15 de outubro de 2001.



MUNCH, Edvard. O grito. 1893.


  MUNCH, Edvard. O grito. 1893.
MUNCH, Edvard. O grito. 1893. Óleo sobre madeira, 91 cm x 73,5 cm. The National Gallery, Oslo (NO).





Fotografia e as denúncias sociais... A arte do impacto



A fotografia pode ser utilizada como ilustração de uma ideia, de um pensamento. Como na pintura, a imagem retratada pela fotografia possui um tema contado com cores, formas, texturas, planos, linhas e volume.
A fotografia pode ser arte nas mãos de um fotógrafo que pensa sobre o tema a ser fotografado e, sobretudo, almeja o sentimento estético que a fotografia deve causar.
Sebastião Salgado é um fotógrafo brasileiro que utiliza a arte da fotografia para perpetuar os sentimentos humanos, suas lutas, seus cotidianos... Sua humanidade.
Pablo Amorim é outro fotógrafo brasileiro que faz de suas fotos verdadeiras obras de arte.


Carter, Kevin. 1994. Fotografia premiada com o Pulitzer de fotojornalismo.


 Carter, Kevin. 1994. Fotografia premiada com o  Pulitzer de fotojornalismo.
Carter, Kevin. 1994. Fotografia premiada com o Pulitzer de fotojornalismo.



A força emotiva presente na imagem da criança tomando banho. Pablo Amorim


 A força emotiva presente na imagem da criança tomando banho.
A força emotiva presente na imagem da criança tomando banho. Pablo Amorim






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domingo, 14 de fevereiro de 2016

A arte como registro histórico





A arte como registro histórico



“A arte é uma mentira que nos faz ter consciência da realidade.”



Eventos tão importantes como as duas grandes guerras mundiais afetaram o mundo todo e, consequentemente, a arte. Um dos símbolos das consequências dessas guerras é a obra Guernica, de Pablo Picasso, apresentada ao público pela primeira vez em Paris em 1937.
Durante a Guerra Civil Espanhola, no dia 26 de abril de 1937, a cidade de Guernica, capital da província Basca (comunidade situada no nordeste da Espanha), foi bombardeada pelos nazistas. Pablo Picasso, sensibilizado pelo ocorrido, retratou por meio da pintura as suas impressões sobre o bombardeio.
Pablo Diego José Francisco de Paula (Picasso) nasceu em Málaga no dia 25 de outubro de 1881. Aclamado como um dos artistas mais famosos e talentosos de todo o mundo, criou não somente pinturas, como também esculturas e cerâmicas. Considerado como cofundador do cubismo junto com outro artista, Georges Braque. No dia 8 de abril de 1973, o mundo perdeu esse grande artista.
Pablo Picasso desenvolveu um novo estilo de pintura, denominado de Cubismo. O Cubismo rompeu com a perspectiva dotada pela arte ocidental desde o Renascimento. O movimento surgiu na cidade de Paris, em 1907, com a tela Les Demoiselles d’Avignon, pintada pelo artista espanhol Pablo Picasso.
Guernica é uma pintura monocromática. A monocromia acontece quando se utiliza apenas uma cor em todas as suas possibilidades cromáticas.

PICASSO, Pablo. Guernica. 1937. Óleo sobre tela


  PICASSO, Pablo. Guernica. 1937. Óleo sobre tela
PICASSO, Pablo. Guernica. 1937. Óleo sobre tela, 349,3 cm x 776,6 cm. Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofia, Madri (ES).


Leitura da Obra


Observe os detalhes da obra Guernica que passou a ser símbolo mundial das atrocidades cometidas durante a guerra civil espanhola. De modo incomum, ela faz rememorar o sofrimento vivido pelas pessoas naquele contexto caótico da guerra.
A tela apresenta imagens distorcidas, corpos encurvados e alongados, formas abstratas representando a violência.
O minotauro ou touro , metade homem, metade touro, pode representar a luta entre o homem e a barbárie. Os olhos humanos no animal podem representar a parte humana.

O minotauro ou touro, metade homem, metade touro, pode representar a luta entre o homem e a barbárie.


 O minotauro ou touro, metade homem, metade touro, pode representar a luta entre o homem e a barbárie.
PICASSO, Pablo. Guernica. 1937. Óleo sobre tela, 349,3 cm x 776,6 cm. Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofia, Madri (ES).


O cavalo com as narinas e os dentes assemelhados a uma caveira humana, pode representar a morte imposta ao povo espanhol pelos ditadores da guerra.

O cavalo com as narinas e os dentes assemelhados a uma caveira humana


O  cavalo com as narinas e os dentes assemelhados a uma caveira humana
PICASSO, Pablo. Guernica. 1937. Óleo sobre tela, 349,3 cm x 776,6 cm. Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofia, Madri (ES).


A lâmpada, dentro de uma forma que lembra um olho, emite luz sobre o cavalo que parece se debater aflito, sugerindo sofrimento.
Uma mão, supostamente a de uma mulher, segura o que se pode chamar de candeeiro ou vela que ilumina o rosto de uma pessoa voltado para a claridade. O rosto revela expressão diversa à das demais figuras humanas, o que pode levar à sugestão de certa esperança em meio ao caos do desespero.

A lâmpada, dentro de uma forma que lembra um olho, emite luz sobre o cavalo que parece se debater aflito, sugerindo sofrimento.


 A lâmpada, dentro de uma forma que lembra um olho, emite luz sobre o cavalo que parece se debater aflito, sugerindo sofrimento.
PICASSO, Pablo. Guernica. 1937. Óleo sobre tela, 349,3 cm x 776,6 cm. Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofia, Madri (ES).


Ao centro, na parte clara, uma flor desperta a atenção remetendo à esperança e à vida.

Ao centro, na parte clara, uma flor desperta a atenção remetendo à esperança e à vida.


  Ao centro, na parte clara, uma flor desperta a atenção
PICASSO, Pablo. Guernica. 1937. Óleo sobre tela, 349,3 cm x 776,6 cm. Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofia, Madri (ES).






Outros artistas, ao longo da história, também retrataram célebres batalhas.



GOYA Y LUCIENTES, Francisco de. O três de maio de 1808 em Madri. 1814.


   GOYA Y LUCIENTES, Francisco de. O três de maio de 1808 em Madri. 1814.
GOYA Y LUCIENTES, Francisco de. O três de maio de 1808 em Madri. 1814. Óleo sobre tela, 268 cm x 347 cm. Museo Nacional del Prado, Madri (ES).



DELACROIX, Eugène. 28 de julho: A liberdade guiando o povo. 1830.


  DELACROIX, Eugène. 28 de julho: A liberdade guiando o povo. 1830.
DELACROIX, Eugène. 28 de julho: A liberdade guiando o povo. 1830. Óleo sobre tela, 260 cm x 325 cm. Musée du Louvre, Paris (FR).



Glossário


Cubismo: movimento artístico que rompeu com a representação da harmonia clássica das figuras. Em uma atitude de decomposição, os objetos passaram a ser representados com todas as partes num mesmo plano.
Candeeiro: utensílio de formatos variados que, contendo líquido combustível é provido de mecha torcida (pavio de algodão) e se destina a iluminar.
Monocromático: que é pintado de uma só cor.








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