quinta-feira, 30 de junho de 2016

02 - Da pedra ao mármore






Em pedra, alvenaria, madeira, metal ou mármore, egípcios, gregos e romanos utilizavam colunas colossais em suas construções.
As colunas gregas eram erigidas em mármore seguindo três ordens arquitetônicas: a dórica (a mais simples), a jônica (a mais esbelta) e a coríntia (surge na época clássica, a mais esbelta e ornamentada).
As colunas egípcias utilizadas nos templos eram colossais, possuíam capitéis em forma de folhas, de feixes de papiro, de sino invertido ou com a forma da cabeça da deusa Hathor.
Até hoje podemos vislumbrar construções importantes, dedicadas ao poder, lazer ou ao conhecimento, que utilizam as colunas gregas em suas fachadas.

Templo de Hefesto em Atenas


 Templo de Hefesto em Atenas.
Templo de Hefesto em Atenas.



Glossário


Alvenaria: qualquer obra de pedra e cal.
Colossal: que tem proporção descomunal, enorme, vastíssimo, agigantado.
Arquitetônico: que diz respeito à arte de edificar.
Jônico: designativo de uma das cinco ordens de arquitetura, caracterizada por capitel ornado de duas volutas (ornatos em forma de espiral) laterais.
Capitel: remate de coluna, parte superior de uma coluna esculturada.





Ruínas do pátio do templo de Luxor


  Ruínas do pátio do templo de Luxor.
Ruínas do pátio do templo de Luxor.



Panteão em Roma


 Panteão em Roma.
Panteão em Roma.



Colunas egípcias


 Colunas egípcias.
As colunas egípcias utilizadas nos templos eram colossais, possuíam capitéis em forma de folhas, de feixes de papiro, de sino invertido ou com a forma da cabeça da deusa Hathor.


As três ordens gregas arquitetônicas: dórica, jônica e coríntia


Dórica


 Dórica
Dórica



Jônica


 Jônica
Jônica



Coríntia


 Coríntia
Coríntia



Capitólio dos Estados Unidos, Washington.


 Capitólio dos Estados Unidos, Washington.
Capitólio dos Estados Unidos, Washington.



Fachada da Universidade Federal do Paraná – Curitiba (PR).


 Fachada da Universidade Federal do Paraná – Curitiba (PR).
Fachada da Universidade Federal do Paraná – Curitiba (PR).



Fachada do Teatro Municipal do Rio de Janeiro.


Fachada do Teatro Municipal do Rio de Janeiro.
Fachada do Teatro Municipal do Rio de Janeiro.







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quarta-feira, 29 de junho de 2016

01 - Organização do espaço urbano - necessidade ou arte?






Pedra abrigo... pedra arte


Por meio de comprovação científica sabe-se que, desde os primórdios da civilização, o homem teve necessidade de se abrigar. Os povos primitivos utilizavam como habitação espaços naturais: as cavernas e as árvores, tanto suas copas quanto os espaços protegidos sob essas copas.
Com o desenvolvimento das habilidades humanas, o homem deixou as formações naturais e começou a construir locais para se abrigar empregando diversos materiais como: pedras, peles, madeiras, terra, tanto crua como queimada, etc.
Esses abrigos se tornaram cada vez mais elaborados e, no entanto, continuavam primordialmente com a sua função básica, isto é, um espaço que protegia o homem dos intrusos e das intempéries ou, simplesmente, lugares com funções míticas que para nós ainda não passam de mistério.
As construções do homem paleolítico são chamadas de dolmens, menires, cromlechs e navetes. Algumas dessas construções nos sugerem abrigo ou túmulo. Outras, no entanto, tinham funções míticas.

Dólmen em Gerona na Espanha.


 Dólmen em Gerona na Espanha.
Dólmen em Gerona na Espanha. Monumento megalítico que se constituía por uma pedra na horizontal pousada sobre uma ou mais pedras na vertical.



Menir dos Almendres, Évora Portugal.


 Menir dos Almendres, Évora Portugal.
Menir dos Almendres, Évora Portugal. Segundo alguns historiadores pode se tratar de um monumento religioso.


Já os Stonehenges são monumentos datados da Idade do Bronze, do período megalítico. Estes já inspiraram várias discussões como também várias lendas e mitos.
A maioria dos estudiosos acredita que foram projetados para permitir a observação de fenômenos astronômicos, cujo objetivo aparente seria observar o nascer e o pôr do Sol e da Lua.
Lendas e discussões à parte, não se pode deixar de ver esse monumento como um projeto bem idealizado e planejado pelo homem, como também não se pode deixar de perceber sua beleza estética. O homem organiza os espaços visando apenas sua utilidade ou também sua estética?

Stonehenge. Monumento “pré-histórico”. Sul da Inglaterra.


 Stonehenge. Monumento “pré-histórico”. Sul da Inglaterra.
Stonehenge. Monumento “pré-histórico”. Sul da Inglaterra.


Na década de 1960 foi ao ar uma série de desenho animado intitulada Os Flintstones, produzida por Hanna-Barbera Produções. Este desenho animado contava histórias e façanhas de duas famílias, os Flintstones e os Rubles, que viviam na Idade da Pedra. A casa em que viviam os personagens é a representação de um dólmen.

Família dos Flintstones e Rubles.


 Família dos Flintstones e Rubles.
Família dos Flintstones e Rubles.


Agora observe na imagem a seguir a casa construída na região serrana ao norte de Portugal. Ela desperta curiosidade à primeira vista pela sua originalidade. Nem parece real, mas está perfeitamente integrada à paisagem natural. Por fora é toda feita de pedra, salvo as janelas, portas e telhado. Por dentro, a mobília, as escadas e os corrimões feitos de troncos completam o aspecto rústico.

A Casa do Penedo, construída há 35 anos pelo engenheiro Vitor Guimarães, é utilizada pela família como local de férias.


  A Casa do Penedo, construída há 35 anos pelo engenheiro Vitor Guimarães, é utilizada pela família como local de férias.
A Casa do Penedo, construída há 35 anos pelo engenheiro Vitor Guimarães, é utilizada pela família como local de férias. Foi construída entre duas pedras, nas montanhas de Fafe, ao norte de Portugal.




A pedra e suas possibilidades estéticas


A história da arquitetura e da engenharia se funde com a história da humanidade e está diretamente ligada à história da arte. Como todas as expressões artísticas, a arquitetura também sofreu influências da religião e do poder, muitas vezes servindo-lhes diretamente.
Se tomarmos, como exemplo, o Antigo Egito, o arquiteto trabalhava diretamente com os sacerdotes a seus serviços, criando templos ou monumentos que expressassem a religião ou a reafirmasse.
A arte egípcia voltava-se para a religião e para a vida após a morte, pois acreditava-se que depois da morte as pessoas viveriam em outro lugar, por isso, nessa nova vida, necessitariam de seus bens materiais. Sendo assim, dedicavam-se com cuidado à preservação dos corpos dos mortos como também de seus bens materiais.
Os túmulos mais antigos utilizados pelos egípcios eram as mastabas, construções em forma de pirâmide truncada, larga e baixa construídas com tijolos de lama. Com o tempo passaram a acrescentar pedras sobre as mastabas em forma decrescente até formar as pirâmides de degraus.
A pirâmide de Zoser, em Saqqara, no Baixo Egito, foi a primeira a ser construída em pedra e a única com essa estrutura que existe até os dias de hoje. Ela foi projetada em 2600 a.C. pelo arquiteto Imhotep.
Os egípcios utilizaram a pedra em várias criações: na arquitetura, na engenharia, na escultura.

Pirâmide em degraus de Zoser, em Saqqara (baixo Egito).


  Pirâmide em degraus de Zoser, em Saqqara (baixo Egito).
Pirâmide em degraus de Zoser, em Saqqara (baixo Egito). Tem 6 metros de altura.


Mas, do conjunto das construções que ainda se encontram em pé, o conjunto de pirâmides de Gizé (nove pirâmides construídas durante o antigo império pelos faraós Quéops, Quéfren e Miquerinos, sendo as maiores e mais importantes as que trazem o nome dos faraós que a construíram) é o que mais fascina e intriga a humanidade.
Para que essas pirâmides pudessem ser construídas, foi necessária uma evolução na técnica de construção.
As construções das pirâmides levavam anos, exigiam uma enorme quantidade de materiais e envolviam o trabalho de milhares de escravos. A pirâmide maior, erguida para o faraó Quéops, mede 137 metros de altura e é considerada uma das sete maravilhas do Mundo Antigo. A pirâmide de Quéfren mede 136 metros e a de Miquerinos 66 metros.

Esquema detalhado da grande pirâmide.


 Esquema detalhado da grande pirâmide.
Esquema detalhado da grande pirâmide.



Pirâmides de Gizé: uma das sete maravilhas do mundo antigo.


  Pirâmides de Gizé: uma das sete maravilhas do mundo antigo.
Pirâmides de Gizé: uma das sete maravilhas do mundo antigo. A partir da direita: a grande Pirâmide de Quéops, a pirâmide de Quéfren e a pirâmide de Miquerinos. As pirâmides menores pertencem a nobres, ou a pessoas de alta hierarquia, mas que não eram reis ou rainhas.



Glossário


Mítico: aquilo que é originado por um mito, lendário.
Paleolítico: relativo ao primeiro período da Idade da Pedra ou à Idade da Pedra Lascada.
Cromlech: várias pedras na vertical, postas lado a lado, geralmente em círculo, e sobrepostas com pedras na horizontal abertas na extremidade. Provavelmente, era usado como túmulo.
Navete: túmulo construído em pedra, fechado em forma de nave.
Estética: neste caso, aparência física em função da harmonia de linhas e equilíbrio de formas.
Rupestre: sinais e pinturas grafados ou inscritos em rochas por povos pré-históricos nas cavernas.







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terça-feira, 28 de junho de 2016

30 - A poesia em progresso







Desde os anos 60, tem havido cada vez mais poetas e tem surgido grande número de bons poemas – mas o círculo de leitores continua restrito.


Quem estiver acompanhando o que andou acontecendo no campo da poesia brasileira a partir dos anos 60 certamente concordará que muita coisa mudou para melhor. Há muito mais gente escrevendo, inclusive há mais textos de boa qualidade literária. Percebe-se uma abertura maior para o novo, um interesse maior por textos que sejam originais e incorporem as conquistas dos movimentos de vanguarda do século 20. O panorama é mais pluralista e quase acabou totalmente o sectarismo do começo dos anos 60, dos grupos fechados como o movimento concreto, a poesia-práxis, a vertente engajada ligada ao PCB, o poema-processo.
Deve ser registrada a contribuição do Tropicalismo nesse processo de abertura e ventilação do ambiente e, dentro do Tropicalismo, a marcante presença do Torquato Neto, legítimo poeta maldito, neorromântico, que se matou em 1972, na época do maior sufoco político e também cultural. Torquato deixou uma obra pequena, inconclusa, porém na qual se percebe o brilho de um imenso talento.
Apesar de sua breve duração, de apenas um ano, interrompida que foi pela prisão e exílio de Caetano Veloso e Gilberto Gil, a Tropicália deixou sua marca, abalando os alicerces de um determinado tipo de hiperintelectualismo e também as concepções demasiado simplistas do que venha a ser uma reflexão sobre a realidade brasileira.
Convém ressaltar que essa contribuição do Tropicalismo faz parte de um contexto mais amplo, de um processo de modernização cultural brasileira que durou dos meados dos anos 60 até o começo da década de 1970, e que inclui a vanguarda nas artes plásticas (Helio Oiticica, Rubens Guerchman, etc.), o cinema underground e experimental (principalmente Rogério Sganzerla e Júlio Bressane), espetáculos multimídia como os de Agripino de Paula, a atuação do Teatro Oficina e muitas outras coisas. Tais manifestações, por sua vez, têm alguma conexão com a contracultura e o tipo de inquietação e interesse pelo novo que caracterizam os anos 60 em escala mundial.
Há ainda outras coisas boas a serem assinaladas a propósito da moderna poesia brasileira. Por exemplo, o aparecimento, em meados dos anos 70 para cá, de uma nova poesia feminina, correspondendo a um novo tipo de consciência da mulher, do seu posicionamento na sociedade e da sua relação com a linguagem. Podem ser citadas como exemplo dessa tendência, marcada por um texto informal, espontâneo e desinibido, autoras tão diferentes entre si, sob outros aspectos, como Ana Cristina César e Leila Miccolis.

Caetano Veloso, cantor da música popular brasileira.


  Caetano Veloso, cantor da música popular brasileira.
Caetano Veloso, cantor da música popular brasileira.




Uma produção poética menos acadêmica e mais coloquial


De modo geral – e essa poesia de mulheres talvez seja um aspecto particular de um fenômeno mais geral –, temos hoje uma produção mais atenta para a linguagem falada, menos acadêmica e mais informal e coloquial. É um equívoco, todavia, atribuir isso a um reflexo do tipo de criação literária feita no campo das letras musicais, ou então afirmar que os modernos poetas são os letristas como Antonio Carlos de Brito (Cacaso), Vilhena, Geraldo Carneiro e outros. Acontece apenas que a letra de música, uma vez veiculada em disco, tem uma circulação muito maior, atingindo muito mais gente. E, dos letristas que também se aventuraram à edição em livro, alguns provaram ser poetas genuínos (Geraldo Carneiro, por exemplo); outros, meros equívocos.
Mas, com tudo isso, com todos esses avanços, a poesia brasileira continua existindo mais como assunto, como pretexto para discussões literárias, do que como presença no mercado editorial. A verdade é que livro de poesia vende pouco porque ainda falta apoio institucional para que os bons poetas conquistem seu público.

Gilberto Gil, símbolo vivo da música popular brasileira


 Gilberto Gil, símbolo vivo da música popular brasileira
Gilberto Gil, símbolo vivo da música popular brasileira




Glossário


Sectarismo: espírito limitado, estreito; intolerância; intransigência.









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segunda-feira, 27 de junho de 2016

Seu Lunga em Mossoró








Este texto foi escrito por José Augusto de Araújo da Silva, um poeta nordestino que reside em Mossoró (RN), onde é professor e estuda Direito. Seu gosto pela literatura de cordel vem da infância, época em que sua avó-mãe comprava cordéis na feira para serem lidos à noite para um grupo de pessoas em sua casa.

Capa do livro Seu Lunga em Mossoró.


 Capa do livro Seu Lunga em Mossoró.
Capa do livro Seu Lunga em Mossoró.


Seu Lunga em Mossoró

>
Seu Lunga é um senhorio
Que nasceu em Juazeiro,
E o povo todo bem sabe
O quanto tem de brejeiro
Pelas artes que apronta,
Por não fazer nó sem ponta
Nem dar valor a dinheiro.

Ao invés de nove meses
De sete meses nasceu
Numa pequena choupana
Num dia que o chão tremeu,
O São Francisco secou,
Um prefeito se salvou
E seu pai de medo correu.

Cresceu sem papa na língua,
Sem medo de assombração:
Caipora, carranca e alma
Tudo isso era invenção.
Lobisomem, para-figo,

Saci seu melhor amigo,
Pra ele era diversão.
Como todo sertanejo
Seu Lunga tem muita fé;
Vontade de visitar
Santa Luzia que é
Sua santa de pedido,
Esteja bom ou ferido
No olho ou no peito do pé.

Lunga um dia acordou cedo
E disse: – Socorro eu vou
Viajar pra Mossoró
Porque o momento chegou;
Eu vou ver Santa Luzia
E do povo a valentia
Que Lampião expulsou.
Mas sua mulher disse:
– Homem vai te aquietar!
A promessa que tu fez
Não precisa mais pagar;

Já faz mais de trinta anos
Que você faz esses planos
De para lá viajar
Você pode se quiser
Pagar essa tal promessa
A qualquer outra Santa;
Ou mandar essa remessa
Por Benedito Tinteiro
Que vai levando dinheiro
De Chiquim de Chico Bessa.

Respondeu Seu Lunga:
– Hoje mesmo partirei.
Eu nunca enganei ninguém
Imagine se eu serei
Capaz de trapacear
Santa que pode curar
“Os cegos de nossa lei”.

Porém, antes de seu Lunga
Terminar de se explicar,
Um grito estridente e fino
Gritava para avisar
Que o carro está de saída,
Já deu a última partida,
Não pode mais esperar.

Jogou a mala na mala,
Pulou em cima do carro
E no vai e vem do asfalto
Só acordou com um pigarro
Passando a mão na visão,
Faltando a respiração
Com fumaça de cigarro.

E já na rodoviária
Da cidade Mossoró
Foi abordado por três
Motoqueiros lá de Icó
Que pra lá e pra cá puxa
Seu Lunga de vista murcha
Dizendo ser seu xodó.

O mais esperto dos três
Bota seu Lunga no assento,
Sai correndo feito louco
Cortando poeira e vento,
Andando na contramão,
Pegado num caminhão
Confessando ter talento.

Soltou o Guidom da moto
E pra Seu Lunga se vira:
– Para onde o senhor vai?
Respondeu Lunga com ira:
Se não existir critério
Vou parar no cemitério
Feito Zé de Zé de Lira.

O nome de “cemitério”
Quando o motoqueiro ouviu,
Imaginou que Seu Lunga
De muito longe partiu
Pra visitar um parente
Nessa terra muito quente...
Pra o cemitério seguiu.

O motoqueiro parou
Na porta do cemitério
E perguntou: – Vai ver quem?
Mas seu Lunga muito sério
Antes de dar a resposta
Uma senhora de costa
Grita sem fazer mistério...

– Nesse instante foi curado
Meu menino que com prego
Vazou a vista há três anos.
Foi jararaca, não nego,
Quem curou essa desgraça
Fazendo essa grande graça,
Devolvendo vista a cego.

Seu Lunga disse: – Danou-se!
Isso só pode ser arte
Do demo ou d’outro mundo
Ou de Pedro Malazarte.
Eu nunca vi a visão
Ser curada pela mão
De cangaceiro sem parte.

O motorista escutando
Disse: – Vamos lá doutor
Para a estação das artes
Dançar forró no calor
Do passo de “Falamansa”,
Ver a praça da criança:
Coisa linda sim senhor.

Lunga ainda quis correr,
Mas o motoqueiro liga
Sua moto muito rápida
E por uma rua antiga
Que leva a u’a construção
Feita para Lampião
Só porque aqui fez briga.

Lunga solta um grito grosso:
– Pare, pare para eu vê...
A Praça de Lampião
Se não faço fuzuê.
O motoqueiro parou,
Ele num salão entrou
E disse: – Meu Deus pra quê?!

Pra que isso tudo meu Deus!
Um memorial pra quem
Já morreu e não merece.
Tendo gente que não tem
Uma simples moradia,
O quinhão de cada dia
Como seu único bem.

Seu Lunga andou um pouco,
Chegou ao salão de dança,
Mas quando ia entrando
Pra dançar com “Falamansa”
Num ruge, ruge entrou
Que quase ele desmaiou
Com um bofete na pança.

O motoqueiro se foi...
Nessa grande confusão,
E Seu Lunga apareceu
“Marcando passo no chão”
Na pracinha da criança
Sem dançar nenhuma dança

No meio da multidão.

Na frente da praça viu
Três meninos soluçando.
Seu Lunga se aproximou
Disse: – Por que estão chorando?
Um disse riscando o chão:
– Nós não temos um tostão,
Pois aqui só entra pagando.

Seu Lunga deu cinco contos
E perguntou onde fica
O lar Santa Luzia,
Mas eles não deram dica,
Não sabiam a direção
Do templo da oração
Só olhando a praça rica.

Dali Lunga saiu logo
A um e outro perguntando
Onde fica a catedral,
Quando ouviu alguém gritando:
– Seu Lunga, Seu Lunga aqui,
A catedral fica ali
Onde tem gente rezando.
Quando finalmente chega
Para a oferta ofertar
Seu Lunga respira fundo
E diz: – Vou agora entrar
Nesse lugar consagrado
Porque já estou atrasado
Para a promessa pagar.

Quando Lunga se benzeu,
Enfiou a mão no bolso
Para pagar a promessa,
Uma mulher e um moço
Com uma penca de meninos
Na badalada dos sinos
Diz: – Peço só pro almoço.

Seu Lunga olhou de lado
Viu aquela arrumação,
Paralisado ficou

Com tremor no coração,
Com dúvida, se ofertava...
À Santa ou logo dava
À mulher em comoção
Entre a Santa e a mulher
A mão de Lunga escolheu
Aquela pobre família
Que o dinheiro recebeu
Agradecendo e dizendo:
– Santa Luzia está vendo
Quem de nós mais mereceu.
E naquela mesma noite
Seu Lunga ficou sozinho
Imaginando e pensando:
Como o povo engole espinho
Sem moradia, sem pão,
Sem direito e sem razão
De seguir certo o caminho.

E de volta para casa
Ele torna a matutar:
Como é que em Mossoró
Sua gente vai rezar
Em cova de cangaceiro
Fazendo dele direito
E santo que faz curar.

Como é que se dá patente
A cangaceiro ladrão,
Gasta rios de dinheiro
Pra ouvir um tal de Zezão
E despreza trovador,
Tira o coro do lavrador
E não vê a judiação.

Como é que se constrói praça
Co’a dinheirama da gente
E essa mesma gente tem
De pagar trincando o dente
Pra num carrinho correr,
Num escorrega descer
E querer que eu aguente!

SILVA, José Augusto de Araújo. Seu Lunga em Mossoró. Juazeiro do Norte: Imbopla, 1998.


Personagem que representa o imaginário nordestino.


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