quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

21 - Quem te viu, quem TV...

   

Um olhar para o futuro




Depois de tantas festas, a tevê brasileira, na verdade, não mudou muito nesses 65 anos. Não se criaram ideias novas nem programas muito diferentes. A grande transformação ocorreu no campo técnico. E aí o avanço foi notável. Sob o aspecto intelectual e criativo, pouco mudou, ou melhor, pouco se criou. A tevê de alta definição, digital, não vai significar uma televisão mais inteligente. Essa estagnação intelectual da televisão brasileira sempre foi um fator de preocupação.
Uma saída em busca de uma televisão mais criativa, oxigenada e com novas propostas seria uma abertura para a produção independente. Nos Estados Unidos, mais da metade da produção televisiva é realizada por produtoras independentes. Isto é: as produtoras criam as ideias e os roteiros, contratam os artistas e diretores, usam o seu próprio equipamento técnico e entregam para as emissoras o produto pronto e finalizado. As redes ou emissoras apenas encomendam os programas — previamente definidos por pesquisas —, vendem para os patrocinadores e pagam o seu custo para as produtoras. Fica para as emissoras a realização dos telejornais, a opinião editorial. O mesmo acontece na Europa e no Japão. Essa é uma opção para democratizar e principalmente oxigenar, no futuro, a nossa programação, abrindo espaço para novas ideias, talentos, estilos e pensamentos. Abrindo, principalmente, o mercado de ideias.
No Brasil, a produção independente se iniciou junto com a nossa televisão. O próprio Sílvio Santos começou como produtor independente até criar o SBT, que exibe poucos programas independentes brasileiros, ficando mais nas produções mexicanas.
Um acontencimento importante da ultima decada, que é fundamental lembrar, a nossa televisão, está se mesclando com a Internet, ganhando um novo rosto com novas ideias produzidas em todas as regiões do Brasil. Estamos vivendo e nos identificando com nosso país e a nossa cultura com uma programação muito mais democrática.

A tecnologia alterou o modo de vida da sociedade.




O uso de satélites na comunicação encurtou as distâncias.




O tempo passa, mas a TV continua a mesma


Novelas, programas de auditório e telejornais são exemplos de formatos existentes desde os anos 1950 e que se mantêm entre os mais vistos.


A principal vítima na guerra da audiência entre as emissoras é a inovação. Na briga pelo Ibope nos canais abertos, acirrada pela migração de telespectadores para a Internet, as apostas ficam com formatos consagrados, que tomam espaço da experimentação.
Um giro pelos canais ou uma olhada na lista dos programas mais vistos, segundo o Ibope, mostra que boa parte das atrações exibidas seguem fórmulas quase tão antigas quanto a própria televisão. Não que esses formatos sejam ruins, você pode fazer algo bom com uma fórmula antiga. Mas a televisão não pode se esgotar no que está aí. As grandes emissoras preferem investir em fórmulas fáceis e já testadas, com as quais é mais garantido acertar no sentido financeiro. E tudo fica muito parecido, porque um canal copia o outro. Eles se voltaram para a audiência e não para o público. Historicamente, a TV brasileira é sustentada por um tripé: teledramaturgia, telejornalismo e variedades. São fórmulas de sucesso e, tratando-se de indústria cultural, não há interesse em correr riscos. Isso é mais claro em emissoras que não consolidaram audiência alta, sem espaço para arriscar. A Globo ainda tem espaço para testar alguma coisa, as outras, não.
Segundo Sérgio Mattos, diretor da Universidade Baiana de Ensino, Pesquisa e Extensão e autor do livro A televisão no Brasil: 50 anos de história, o que ocorre na TV brasileira é semelhante ao que se tornou padrão nos EUA. A programação norte-americana deve estar quase 80% tomada por game shows, talk shows e séries, formatos que sempre fizeram sucesso por lá. E nós estamos caminhando para isso, afirma.

Segmentação


Outro caminho provável, é uma aproximação cada vez maior das emissoras abertas do formato já seguido pela Internet. Com a convergência de mídias, a assimilação da internet pela televisão, poderemos ver o surgimento de canais abertos segmentados. Isso representaria uma busca do público que, cada vez mais, vai migrar para mídias que oferecem alternativas individualizadas.
A derrocada da inventividade nas emissoras está diretamente ligada ao período do Plano Real. Entre 1994 e 1998, cerca de 6 milhões de famílias que nunca haviam tido aparelho de televisão em casa passaram a ter. São cerca de 24 milhões de novos telespectadores, concentrados principalmente nas classes de menor renda.
A partir daí, há o reforço de interesse dos canais em investir em formatos como os dos programas de auditório, capazes de abranger os mais variados temas e se comunicar de maneira direta com as classes C e D. Outro fato também acorrido nessa época é a do ressurgimento da importância dos programas de auditório, a partir desse período, cresceu a divisão da audiência entre os canais.
Tem ocorrido uma “popularização perversa da TV aberta”. O conceito do que é “popular” deveria ser repensado. É comum ouvir as pessoas dizerem não aguentar mais a programação do domingo. Mas elas acabam vendo por falta de outras opções melhores.
Hoje no Brasil a necessidade popular está caracterizada pela demanda por formação e informação do telespectador brasileiro.



Televisão: educação ou alienação?





Televisão: educação ou alienação?




À Televisão - José Paulo Paes


Teu boletim meteorológico
Me diz aqui e agora
Se chove ou se faz sol.
Para que ir lá fora?

A comida suculenta
Que pões à minha frente
Como-a toda com os olhos
Aposentei os dentes.

Nos dramalhões que encenas
Há tamanho poder
De vida que eu próprio
Nem me canso em viver.

Guerra, sexo, esporte
– Me dás tudo, tudo.
Vou pregar minha porta:
Já não preciso do mundo.

PAES, José Paulo. À televisão. In: Prosas seguidas de Odes Mínimas. São Paulo: Cia das Letras, 1992.



Glossário


Concessão: permissão; ato de ceder em favor de outrem; privilégio, direito que se obtém do Estado para exploração de riquezas minerais do subsolo, de serviços públicos, etc.
Derrocada: desabamento, queda; ruína.






Dicas de Gramática



Dica 19 – Uso de “TÃO POUCO” ou “TAMPOUCO”

TÃO POUCO é o mesmo que “muito pouco”, como no exemplo “Ganho tão pouco que não dá nem pro cafezinho”

TAMPOUCO é o mesmo que “também não”, como no exemplo “Não comi a salada tampouco a sobremesa”



       


       
       





Conteúdo completo disponível em:






Links:


Billboard Hot 100 - Letras de Músicas | Song Lyrics - Songtext

Bad And Boujee - Migos Featuring Lil Uzi Vert - Tradução em Português

Educação Infantil - Vídeos, Jogos e Atividades Educativas para crianças de 4 à 11 anos

Biomas Brasileiros

Prédios mais altos do Mundo e do Brasil

Norte Catarinense (Mesorregião)

Norte Central (Mesorregião)

A população atual do estado de Mato Grosso do Sul

Rio de Janeiro - Representação e Localização

Dom Casmurro - Machado de Assis

Quincas Borba - Machado de Assis

Memórias Póstumas de Brás Cubas - Machado de Assis

O Diário de Anne Frank

Salmos 01 - Bíblia

TOP 10: Poesia - Poemas em Português, Espanhol, francês e inglês


Velhas Árvores - Olavo Bilac

Marabá - Gonçalves Dias

Fim - Mário de Sá-Carneiro

Sonnet 18 - William Shakespeare

Vos Que, Dolhos Suaves e Serenos

Bandido negro - Os Escravos - Castro Alves

As cismas do destino - Augusto dos Anjos - Eu e Outras Poesia

TOP 20: PDF para Download - Domínio Público


Livros em PDF para Download

O Mito de Sísifo - Albert Camus

Anne Frank PDF

anne frank pdf

biblia pdf

Mein Kampf - Adolf Hitler - Download PDF Livro Online

Abel e Helena- Artur Azevedo

Outras Poesias - Augusto dos Anjos

Amor De Perdição - Camilo Castelo Branco

Hell or The Inferno from The divine comedy - Dante Alighieri

A Ilustre Casa de Ramires - Eça de Queiros - PDF

Canudos e outros temas - Euclides da Cunha - PDF

Eeldrop and Appleplex - T. S. Eliot - Thomas Stearns Eliot

Marília De Dirceu - Tomás Antônio Gonzaga - PDF Download Livro Online

O Corcunda de Notre-Dame - Victor Hugo - PDF Download Livro Online

Eneida - Virgilio

O Quarto de Jacob - Virginia Woolf - PDF

A Tempestade - William-Shakespeare - Livros em PDF para Download

Bíblia Sagrada - João Ferreira de Almeida - Bíblia

Bíblia Sagrada - Católica

TOP 10: Billboard - Letras de Músicas - Song Lyrics - Songtext


A Guy With A Girl - Blake Shelton

We The People .... - A Tribe Called Quest

Me And Your Mama - Childish Gambino

Hallelujah - Leonard Cohen

Bounce Back - Big Sean

Used To This - Future Featuring Drake

Hallelujah - Pentatonix - Letras de Música

Closer - The Chainsmokers ft. Halsey - Letras de Música

Chill Bill - Rob $tone ft. J. Davi$ & Spooks - Song Lyrics

Do You Mind - DJ Khaled ft. Nicki Minaj, Chris Brown & August Alsina - Letras de Música

Audiobook, Educação Infantil, Ensino Fundamental


Atividades Educativas Ensino Fundamental - Aprendendo sobre o Dinheiro

Os Sertões - Euclides da Cunha

Pride and Prejudice - Jane Austen

TOP 10: BLOG by Sanderlei Silveira


Bad And Boujee - Migos Featuring Lil Uzi Vert

Urry - C. J. Dennis

Os símbolos do estado de Santa Catarina - SC

Os símbolos do estado e do município de São Paulo - SP

Os símbolos do estado e do município do Paraná - PR

Os símbolos do estado do Mato Grosso do Sul - MS

Os símbolos do estado do Rio de Janeiro - RJ

Prédios mais altos do Mundo e do Brasil (Atualizado até 01/2017)

Idade das Religiões - História

Ursa Maior

A Carolina

Os Sertões - Euclides da Cunha - Áudio Livro



Nenhum comentário:

Postar um comentário